E a Páscoa?

E a Páscoa?

Monsenhor Guedes

 

A Páscoa está aí revigorando nossas forças, iluminando nosso peregrinar e lembrando que somos passageiros da terra para o céu, caminhantes do Reino e inquilinos de moradas terrenas, possuindo já aqui o endereço certo da glória futura.

A Páscoa é a saída para uma vida nova com toda a pujança de Jesus Ressuscitado. Nossa vida triunfa e nos impulsiona para fora dos recalques, azedumes, raivas, murmurações, preconceitos, preguiças, vaidades, prepotências, desamores e tantas misérias tristes do passado. É hora do adeus ao pessimismo e aos tumultos interiores que são receitas negativas, portadores de sérias complicações em todas as vertentes do nosso caminhar terreno.

A Páscoa é a ausência da cultura da morte e a presença da perpetuação da vida em nosso coração e, a exemplo do túmulo vazio, transmite sinais vitais de alegria, coragem, otimismo, esperança, como também de lutas. Afinal, a presença do túmulo vazio era a certeza de que o corpo sem vida do Senhor não estava ali. O coração humano, fechado e abastecido de misérias, jamais comunica vida; a morte, dessa forma, haveria de continuar no pódio.  

A Páscoa hoje, é, exatamente, a derrota da morte, sinalizada pelo pecado e fortalecimento da vida com Deus e com os irmãos. 

A Páscoa é vida constante em que se dispensa o muito falar e proclama o reinado da ação com um testemunho diário de novos cristãos, novas pessoas, nova igreja, novos hábitos, nova mentalidade, deixando emergir a obrigação que todos temos de ser discípulos missionários em busca da missão continental, exigência do Cristo ressuscitado. Se assim não acontecer não é Páscoa/passagem; mas, apenas, representação de atos festivos de passadas e saudosas lembranças de séculos antigos e proclamação memorial de fatos longínquos. 

É preciso que corramos e anunciemos, principalmente, que a grande novidade da Páscoa está em sermos novos e corajosos portadores da destruição da barreira do mal merecida pela paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo na suavidade do Mistério Pascal. 

A certeza de que a vítima é a grande vencedora, leva-nos a um perene “aleluia” que deve brotar e ecoar de nossos festivos corações.  

 
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