MUSICALIDADE MATERNAL COMO RELAÇÃO NÃO VERBAL NA LITURGIA

MUSICALIDADE MATERNAL COMO RELAÇÃO NÃO VERBAL NA LITURGIA

 

Anderson Cata Prêta[1]

andersoncatapreta@yahoo.com.br

 

Introdução

O presente texto é um desafio para uma abordagem científica, pois trata um termo que, a priori, é alegórico sob a perspectiva mistagógica, todavia plausível nos argumentos que seguem.

Duas são as motivações para a escrita desse texto, a saber: a relação maternal, tanto biológica, quanto a que o Evangelho concedeu (cf Mc 10,29-31), homenageando as mães pela data civil e pela proposta relacional não verbal que podemos estimular pastoralmente todo o ano litúrgico em nossas celebrações litúrgicas.

A reflexão, a partir das referências bibliográficas e o prisma da musicalidade que é a expressão intrínseca e comunicacional do ser humano, já apresentado outrora (cf. Cata Prêta, 2023), tem por objetivo verificar as relações propositais na liturgia, que educam, formam, acolhem e estimulam os batizados. E, a partir das primícias, estimular a relação amorosa e intensa coparticipante da história da salvação, aferindo suas características: “a maternidade é um dom e uma dignidade, mas também é um serviço, que se inscreve na mesma linha dos ‘servos de Javé’, inspiração para a Igreja, que é chamada a ser servidora do reino” (Tamayo, 2009, p.341). Sendo considerado o conceito de que o culto católico propõe para todos as dimensões do serviço (Cf Francisco, 2022, §42, 62) e permite uma relação simbólico ritual dentro de uma comunicação não verbal e características da comunicação paraverbal.

 

Deus é Pai, mais ainda, relaciona como mãe: Liturgia e diálogo não verbal-maternal.

O primeiro argumento para justificarmos a presente pesquisa nasce da afirmação do saudoso Papa João Paulo I (1978), que relacionou o vínculo com Deus como a relação profunda do ser humano: mãe e filho. Devemos aqui mencionar que não estamos nomeando Deus como “mãe”, mas realizando a interpretação de texto que consiste no aspecto relacional, a partir da fala do 263º Papa da Igreja Católica Apostólica Romana. O texto do angelus nos aponta as dores e sofrimentos, angústias e incertezas de um período em que as guerras não cessam e a paz mundial era constantemente ameaçada. O papa, antes de sua vital afirmativa, aponta características divinas, que adjetivamos de maneira humana, encontrada nas mães: o conforto, a proteção, o cuidado, a recordação, conhece os filhos por suas características e não os abandona. E como esses aspectos têm relação com a liturgia?

Observaremos três justificações para responder à questão do final do parágrafo anterior, a começar pela antropologia, depois pelo magistério papal e depois pelos estudos de psicologia. A figura materna é referência de reencontro dos filhos: alegoria do colo, do aconchego. Assim como filhos recebem a convocação do dia das mães de sentar-se à mesa com ela para se alimentar, regozijar e celebrar, no dia do Senhor, todos os domingos, “os cristãos formam um povo [família] e fazem parte de uma convocação por parte de Deus”. (Marques, 2023, p.33). Nisso, adentramos no ofício do culto, constituindo comunhão, através de aspectos próprios da governança maternal, exortando, introduzindo e preparando. Isso ocorre na musicalidade do cântico de entrada, que é proposto pelo ministério devido. Aos filhos, cabe a resposta e a escuta (Missal Romano, 2023, p.47). A mãe é a primeira educadora da família, ela que introduz os primeiros vocábulos e movimentos. A liturgia caminha para mistagogia com a mesma relação: “o canto e o movimento são as primeiras ações rituais” (Marques, 2023, p.51). A ritualidade é feminina, e, portanto, é de fácil assimilação com a ação própria da mãe que, de forma processual, estimula nos processos que se apresenta.

A segunda justificação, a partir do magistério, une as características maternais e o discipulado, para a musicalidade não verbal, e nos remete a tipologia ritual, como bem sintetiza Francisco:

Quando a primeira comunidade parte o pão em obediência ao mandato do Senhor, fá-lo sob o olhar de Maria que acompanha os primeiros passos da Igreja: “unidos pelo mesmo sentimento, entregavam-se assiduamente à oração, com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus” (At 1, 14). A Virgem Mãe “vela” sobre os gestos do seu Filho confiados aos Apóstolos. Tal como, depois de ter acolhido as palavras do anjo Gabriel, guardou no seu seio o Verbo feito carne, assim a Virgem continua a guardar no seio da Igreja aqueles gestos que fazem o Corpo do seu Filho. O presbítero que, em virtude do dom recebido com o sacramento da Ordem, repete esses gestos, é guardado no seio da Virgem. Será preciso ainda uma norma para nos dizer como nos devemos comportar? (Francisco, 2022, §58)

Também como argumento, é condição natural da maternidade, para a psicologia aplicada, reconhecer que “o característico na feminilidade não é a maternidade. É a comunicação” (Xavier Junior, [s.d] p.136). Não se trata da negação da maternidade, mas da condição natural da mulher que aprofundaremos na ação prática. Cabe aqui, argumentar que a criação da mulher possui características naturais para a comunicação, por isso detêm adjetivos que nos permitirá aferir as relações na liturgia.

Para fomentar e concatenar os argumentos, vamos observar no aspecto prático como os eventos da musicalidade materna na liturgia podem ocorrer. A ação litúrgica proposital do diálogo não verbal está explícita nos ritos iniciais com o verbo reconhecer. Se reconhece no cântico de entrada o que celebraremos e quem celebra em caráter de identidade; no ato penitencial, a nossa necessidade da misericórdia divina; no Kyrie e no hino de louvor, a amplitude do reconhecimento em forma concreta e, na oração da coleta, a atitude confiante. Não se esgota nesse momento, mas engendra na celebração a atitude primária da participação consciente e ativa, enquanto estado mental de presença, de relação, de reciprocidade e de pertença. Para melhor compreensão, recorremos ao dicionário, para entender a amplitude do verbo em questão, e como isso tem haver e coopera em toda a celebração. A saber: “conceber a imagem de uma coisa, de uma pessoa; admitir como verdadeiro real; analisar detalhadamente; observar; mostrar gratidão” (7Graus, 2024). Tratam-se de características presentes na liturgia e da comunicação não-verbal. Neste movimento do verbo reconhecer, a ação do olhar fixo, consciente e penetrante, contemplativo e atencioso, é justamente a ação do olhar da Mãe do Senhor (cf. Francisco, 2022, §9).

 

Maria, Mãe de Deus: relações litúrgicas na perspectiva do dogma.

O dogma do Concilio de Éfeso (431), Theotokos, nos permite caminhar pela observação do diálogo não verbal da relação de Deus com a humanidade, a saber, pela proposta divina no mistério da salvação: a encarnação. Temos então a dinâmica proposital divina, quem toma a iniciativa e, consequentemente, temos a condição de observação do ponto de partida e o destino. O segundo argumento importante, em que podemos associar o dogma à liturgia, é a inteireza do ser humano: “a pessoa humana não está partida entre corpo de matéria e imperfeição e um espírito de grandeza e transcendência. Ao contrário, só na fragilidade, na pobreza e nos limites da carne humana se pode experimentar e adorar a grandeza inefável do espírito.” (Tamayo, 2009, p.341). Congruente a importância da formatio corporis que exige a liturgia (Guardini, 2023, p.63). Validadas as perspectivas, olharemos para a comunicação maternal.

A venerável, que guarda tudo em silêncio no coração (Lc 2,19), comunica de forma expressiva as maravilhas que Deus realiza. Com o dogma “significa também, proclamar a chegada do reino que ‘já está no meio de vós’. Maria é figura e símbolo do povo que crê e experimenta essa vinda de Deus, que agora pertence à raça humana.” (Tamayo, 2009, p.241). A partir da sua escuta atenta e do colocar-se a serviço, a resposta de Maria é a expressão em sua musicalidade: “o poderoso fez em mim maravilhas, e Santo é o seu nome” (cf. Lc 1,49).

Embora não exista relato bíblico sobre o ato de amamentação, é sabido que tal relação de mãe e filho também ocorreu com Nosso Senhor e sua mãe, como também é percebido que o gesto é anunciado na história da salvação como grande afeto de Deus para com o homem (cf. Is 66, 12-13; 42,14; 49;15). Nisso, as características maternais são ilustrações da comunicação divina para com seus filhos. Observemos os apontamentos na perspectiva da psicogenética:

“Nos mamíferos em geral, ao processo químico da homeostase, acresce um processo químico especial de sensibilização, por reverberação da homeostase que se sutiliza na forma rudimentar da cenestesia vagal dos bebês: estes sorriem após a mamada [...] A reverberação da homeostase dos mamíferos já é uma forma rudimentar do processo de reversão interativa identificatória gradual que acontece nos bebês humanos como propriocepção.” (Xavier Junior, 2004, p.37)

É justamente a relação mais profunda da natureza humana, a amamentação, que nos mostra a consonância com a maior relação dos batizados com seu criador, e a resposta consciente e ativa que necessita da clareza de identidade. Portanto, a relação do alimento humano é também percebida na liturgia, como relação e experiência de um povo que se apropria respondendo com canto, tem sua fé alimentada (cf. SC 33). A inteireza do ser humano que se desenvolve e deixa se formar pela liturgia.

Consequentemente, pelos argumentos apontados e concatenados, a maternidade de Maria, mãe de Deus, em comunicação não-verbal e paraverbal é ação mistagógica do Espírito Santo, manifestado no meio de nós, e linguagem simbólica: “aquela, cuja carne formou a carne do Filho de Deus, é também o símbolo e protótipo da nova comunidade, onde homens e mulheres se amam e celebram o mistério da vida que se manifestou em plenitude” (Tamayo, 2009, p.241). Assim sendo, do diálogo não verbal constituído e manifestado na maternidade se estimulam as relações e com características musicais que iremos observar adiante com o método da diatipologospraxia (Bonato, Cata Prêta, Matos, 2023, p.366).

 

Proposta para as relações celebrativas e de musicalidade a partir de atributos maternais

O método músico relacional da DTLP, para as expressões de musicalidade na liturgia, se apropria, em primeiro momento, da proposta relacional, tendo a exigência de quem propõe e de quem responde. Paralelamente, o primeiro elemento de musicalidade característico de uma mãe é o silêncio. Essa ação exige a segurança e maturidade que o dom maternal exala. No movimento do silêncio antecede e realiza toda proposta comunicativa produtiva. Observaremos e justificaremos a possibilidade reciprocrativa na vivência do silêncio, enquanto comunicação não-verbal e paraverbal, tendo como natureza do homem sua capacidade interacional.

Aprofundando a investigação do método e seus apontamentos, nos atentaremos a primeira referência que compõe os quatro pilares que dão o nome as técnicas do processo, a palavra grega: dià. Dentro de suas características, se fundamenta dentro do método relacional de expressão celebrativa, em três pontos chaves: auto-comunicação divina, a consciência e o encontro.

A primeira nos exigiria vasta reflexão com base da teologia sistemática. Mas, para elucidar o nosso texto, vamos nos apropriar de duas idiossincrasias - A ação primária de Deus e a forma relacional, que é a gratuidade do amor: “a autocomunicação divina significa, portanto, que Deus pode comunicar sua própria realidade a uma realidade não-divina, sem que deixe de ser a realidade infinita e o mistério absoluto e sem que o homem deixe de ser o ente finito e distinto de Deus que é.” (Rahner, 1989, p.149). Portanto, temos a condição que é uma comunicação silenciosa evidente, e se não fosse vontade dele, não teríamos acesso à essa comunicação e que, sendo capaz de atender a nossa condição (cf Fl 2, 7), em plena ação amorosa, nos dotou da capacidade de resposta ao nível da inteligência que nos concebeu (Gn 1, 26). Percebem-se as características paralelas a atitude maternal elucidadas no início deste texto.

A segunda característica exige a capacidade de identidade do ser humano, uma vez que estimula o cérebro a observar quem provoca e propõe, para poder manifestar a sua resposta: chamamos isso de dialogantes. Estes, cada qual exerce sua vocação, função e ministerialidade, se coloca como primeira ação o serviço, estimulando a participação ativa. Ou seja, que exista interação e reciprocidade em uma dinâmica sistêmica.

A terceira consiste em dois aspectos, um sendo derivado do outro, a saber: identidade e a resposta. Nos ensaios de piscologia aplicada, encontramos a validação da primeira configuração para o encontro, que está sobe a figura feminina na família: “somente a mulher pode fazer essa atribuição. Tudo mais é fruto da natural tendência humana de relacionar-se, e relacionar-se implicada identidade” (Xavier Júnior, [s.d], p.136). Esse movimento identitário para a comunicação é intrínseco à maternidade que se torna pilar e referência. Por isso, deriva-se a conformação da resposta.

Neste processo relacional, de diálogo e socialmente tangível, em que se encontram os sacramentos, dado pelo poder de Deus que, por sua vontade e ação primária, proporciona a criatura a sua liberdade e a sua realidade e “este mesmo Deus capacita o homem para uma resposta, mediante a sua graça, que seja digna dele” (Rahner, 1989, p.494) em uma dinâmica de harmonia. Assim como, a expressão do filho é compreendida facilmente pela mãe, mesmo com certas limitações, a dos batizados em sua resposta para Deus, também em comunicação não verbal, é um culto (cf. Rm 12,1-8).

Conjuntamente, como abordado no primeiro parágrafo desse tópico, retomamos a prática que evidencia todo o discurso arrazoado: o estímulo comunicativo que é proposto pelo silêncio sábio, e não ausência de atividade, portanto comunicação paraverbal, estimula as relações celebrativas, iluminado pelo maior amor humano possível - mãe e filho - como poesia: “amizade, quando o silêncio a dois não se torna incômodo. Amor, quando o silêncio a dois se torna cômodo” (Mario Quintana, 2013, p.159). Não se trata de conjecturar o verbo em se acomodar e ficar parado, mas de estar sob a proteção divinal que nos acompanha e se manifesta na relação da maternidade. 

 

Considerações finais

Percorrer essa pesquisa e perceber que os argumentos se complementam é um gerar conhecimento, que exige observação, calma, silêncio e prudência: consequentemente exige continuidade que estimulará novas pesquisas. Se faz necessário observar que a musicalidade faz parte da comunicação não verbal de cada pessoa e, portanto, exigirá uma comunicação sinestésica e cinestésica, como também um estímulo sistêmico e uma observação peculiar desses movimentos. Isso é particular de cada realidade, e muitas vezes conflitante na própria realidade. Justamente nessa dinâmica de diferentes realidades, pessoas, espaços e períodos que o aspecto organizador maternal cria conexões e possibilidades de unidade, resultantes da harmonia dessa musicalidade em reverberação à harmonia da criação.

A melhor homenagem a se fazer às mães, no segundo domingo do mês de maio, no dia do Senhor, é estimular as relações litúrgicas e aprender com o testemunho do silêncio de cada uma delas, a comunicação e a expressão cultual exigidas pelo Concílio. 

Por fim, há também a necessidade de considerar que percebemos se tratar de práticas de convívio, identificação, pertença e de presença contínua: atributos maternais. Todavia, no mínimo causa estranheza não valorizar as relações familiares na liturgia. Porém, vemos muito mais preocupação em reservar bancos para se agruparem como um novo clã ou função. A linguagem não verbal da família é deixada em segundo plano em vista de um ministério exercido em alguns segundos. Cabe aqui ao menos a provocação para a tipologia do espaço litúrgico, além do estímulo sensorial da audição, debater sobre tal dinâmica. E ficam as perguntas em caráter filosófico: por que os filhos não se sentam à mesa junto de suas mães também na celebração da missa? O ofício pontual não pode harmonizar com a vocação familiar? Os sensoriais bastariam, e a expressão paraverbal e a musicalidade como ressonância seria explicada de qual forma? Não seria a família, a igreja doméstica, comunicadora e educadora da fé? Aqui, as questões como consideração de um fato que a partir da linguagem simbólica, poderá ilustrar e provocar pesquisas futuras.

 

 

Referência Bibliográfica

BÍBLIA - Bíblia de Jerusalém. São Paulo: Paulus, 2003.

BONATO, Aline; CATA PRÊTA, Anderson; MATOS, Juliana Mara da Silva In. MARQUES, Luís Felipe C.; ARNOSO, Rodrigo (orgs.) Atualização Litúrgica 6: Associação dos Liturgistas do Brasil. São Paulo, Paulus: 2023, cap. 11, p.365-388.

 

CATA PRÊTA, Anderson. Asli, A musicalidade do indivíduo: construtora da expressão do culto, mai 2023. Disponível em: < https://www.asli.com.br/artigos/a-musicalidade-do-individuo--construtora-da-expressao-no-culto> Acesso em 01 mai 2024.FRANCISCO, Papa. Vatican. Desiderio Desideravi: sobre a formação litúrgica do povo de Deus, jun 2022. Disponível em < https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_letters/documents/20220629-lettera-ap-desiderio-desideravi.html> Acesso em 23 abr 2024.

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JOÃO PAULO I, Papa. Vatican. Angelus Domini, set 1978. Disponível em: https://www.vatican.va/content/john-paul-i/pt/angelus/documents/hf_jp-i_ang_10091978.html> Acesso em 07 abr 2024.

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MARQUES, Luis Felipe C. A mistagogia da missa: nos ritos e nas preces. Petrópolis, RJ; Vozes, 2023.

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XAVIER JUNIOR, Joaquim Ferreira. A psicogenética: demarcando processos da vida. Tremembé, SP: VespeR Editora, 2004.

______. As profundezas do homem. Catanduva, SP; Edições IBEL. [s.d]



[1]Musicoterapeuta, Psicopedagogo. Especialista em Neurociência, Música e Educação, Música para espaços religiosos brasileiros. Licenciado em pedagogia e Licenciado em Música. Membro da Associação dos Liturgistas do Brasil.

 
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