UM CAMINHO QUARESMAL “POR MEIO DAS PRECES” A ORAÇÃO COLETA DO III DOMINGO DA QUARESMA

UM CAMINHO QUARESMAL “POR MEIO DAS PRECES”

A ORAÇÃO COLETA DO III DOMINGO DA QUARESMA

 

 

Com o III Domingo do Tempo da Quaresma a Igreja começa um percurso que pode ser percorrido por duas estradas: a via ordinária guiada pelo Lecionário de cada ano (A, B ou C) e a via “extraordinária” guiada pelo Lecionário próprio para a celebração do I escrutínio naquelas Igrejas onde esses são celebrados em vista do batismo dos catecúmenos na Vigília pascal, que consiste nas leituras do ano A. Esse ano de 2023 os caminhos coincidem. Uma atenção particular dispensamos à Coleta desse domingo. O texto latino da coleta no Missl Romano editio typica tertia (MR3) 2008[1] se apresenta da seguinte forma:

 

Deus, ómnium misericordiárum et totíus bonitátis auctor, qui peccatórum remédia in ieiúniis,oratiónibus et eleemósynis demonstrásti, hanc humilitátis nostræ confessiónem propítius intuére, ut, qui inclinámur consciéntia nostra, tua semper misericórdia sublevémur.

 

Não tendo passado por nenhuma espécie de reformulação, essa oração se apresenta da mesma forma como foi recebida do MR3 2000 (p. 227); que, por sua vez, tinha sido recebida pelo MR editio typica altera 1975 (p. 200) [2], de onde vem a atual tradução para o Brasil (1991); que a recebera do MR editio typica de 1970 (p. 200)[3]. No nosso Missal encontramos a da seguinte tradução:

 

Ó Deus, fonte de toda misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado. Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia. 

 

Apresentamos, com o escopo de estudo uma tradução mais literal:

 

Ó Deus, autor de todas as misericórdias e da bondade na sua totalidade, que indicastes nos jejuns, nas orações e nas esmolas os remédios (para) dos pecados, considerai benignamente esta confissão da nossa humildade, para que, dobrados/abatidos pela nossa consciência, sejamos sempre elevados pela vossa misericórdia. 

 

SOBRE A SUA PROCEDÊNCIA

 

A atual Coleta do III Domingo da Quaresma, que se encontra no monumental Corpus Orationum n. 1289[4] e vem do Sacramentário romano, de tradição presbiteral, Gelasianum Vetus, do VII século (GeV 249 – Livro I, XXVII), onde aparecia como Oratio (Coleta) do sábado da quarta semana da Quaresma ([In Quadragesima], Feria VII, Ebdomada IIII, Oratio). No processo de galicanização da liturgia romana, do século VII em diante, a oração passou para os Sacramentários tipicamente galicanos: o Gellonense (Gell 479 – LXXXI [87]. [In Quadragesima], Sab[bato] ad s[na]c[tu]m Laurerenciu[m] ad corp[ora], Ebdomada IIII, Oratio)[5]; o Engolismense (Eng 497 – LXXXIIII. [In Quadragesima], Feria VII, Ebdomada IIII, Oratio)[6] e o Sangallense (SGall 422 [80] – [In Quadragesima], [Dominica, Statio ad Hierusalem], Sabbato ad sanctum Laurentium ad corpus, [Oratio][7]:

 

Deus, omnium misericordiarum (genitivo pulral) ac totius bonitatis (genitivo singular) auctor, qui peccatorum remidia (Eng + SGall: “remedia”) ieiuniis orationibus et aelymosinis demonstrasti: respice propitius in hanc humilitatis nostrae confessionem, ut qui inclinamur consciencia (Gell: “conscientiae”; SGall: “inconstantia”) nostra, tua semper misericordia eregamur: per 

 

Como se vê, os compiladores da edição pós-conciliar do Missal Romano optaram por “ressuscitar” uma oração da tradição romana presbiteral “gelasiana”, que tinha se “perdido” por causa da prevalência de uma única tradição romano, a “gregoriana”, mais tarde assumida como única fonte para o Missal de 1570. A Coleta indicada para esse domingo no Missal anterior, de tradição “gregoriana”, data do século VIII e esteve em uso no Missal chamado “de Pio V” até a sua última edição de 1962. Os compiladores a reelaboraram para ser usada como Coleta do sábado após as cinzas:

 

Gr 197 – MR 1570, XX: Quaesumus, omnipotens deus, vota humilium respice, atque ad defensionem nostram dexteram tuae maiestatis extende.

 

Vos pedimos, Deus todo-poderoso, que olhes os (nossos) humildes votos, e para a nossa proteção, estendei a direita da vossa majestade.

 

MR3, p. 204: Omnípotens sempitérne Deus, infirmitátem nostram propítius réspiceatque adprotegéndum nos déxteram tuæ maiestátis exténde.

 

Ó Deus todo-poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a direita da vossa majestade.

 

Usada originalmente para o sábado da quarta semana da quaresma, a tradição textual da atual Coleta do III domingo da Quaresma, se manteve relativamente constante e os revisores modernos fizeram poucas mudanças, as mais significativas: de respice propitius a propitius intuere, ambos os verbos no sentido de “olhar atentamente”, e de eregamur a sublevemur. Mudando o verbo final, melhoraram a qualidade do texto, embora o conteúdo permaneça “essencialmente” o mesmo. Presume-se que os revisores foram atraídos pela abrangente disciplina da quaresma que o texto apresenta.

Diferentemente das Coletas dos dois primeiros domingos da Quaresma, a Oratio não se inspira no Evangelho que se proclama nesse domingo: o Evangelho da Samaritana. Como sabido, o atual Lecionário quaresmal propõe, ao longo dos cinco domingos do ciclo quaresmal do ano A, as histórias das tentações do deserto, da Transfiguração (também nos anos B e C), da samaritana, do cego de nascença e da ressurreição de Lázaro. Estas são as perícopes que acompanham os catecúmenos no seu itinerário ao longo do percurso de preparação próxima ao batismo, chamado de período da purificação e iluminação (cf. RICA 22-25). São Evangelhos propícios para uma catequese pré-batismal fundamental: a luta contra o Maligno, a glória de Cristo, a água, a luz e a vida. No III domingo celebra-se o primeiro escrutínio em preparação ao batismo dos catecúmenos que na Vigília Pascal serão admitidos aos sacramentos da iniciação cristã, com orações e intercessões próprias, adverte a rubrica para que abre o formulário para esse dia[8]. Também para uma comunidade na qual os escrutínios não são realizados, mas que deseja associar-se à intercessão da Igreja universal pelos catecúmenos que receberão sua iniciação cristã na próxima Vigília Pascal, a “Coleta dos catecúmenos” pode ser escolhida como coleta deste domingo[9].

Da, quaesumus, domine, electis nostris dignis adque sapienter ad confessionem tuae laudis accedere, ut dignitate pristinae quam originali transgressione perdiderant, per tuam gloriam reformentur: per.

Concedei, Senhor, aos nossos eleitos chegar dignamente e com sabedoria à confissão (expressão) do vosso louvor, para que lhes seja restituída, pela (virtude/força) de vossa glória, a dignidade (primitiva), perdida pela transgressão original. 

ANÁLISE DA ESTRUTURA E DISCURSO SOBRE AS FONTES

 

            A Coleta desse domingo tem uma invocação cordial, quase efusiva, seguida de uma anamnese discreta, porém muito significativa, para desembocar num duplo pedido que está muito bem justificado.

 

Invocação: Deus, ómnium misericordiárum et totíus bonitátis auctor

 

Das cinco Coletas para os domingos da Quaresma, essa é a única que tem uma invocação extensa e solene. Ela bebe do espírito da bênção solene paulina de 2Cor 1,3: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação”. É a primeira vez que aparece uma referência ao termo “misericórdia”. Deus é apresentado como autor de “todas as misericórdias”, ao plural, para indicar que todo expressão de misericórdia nasce única e exclusivamente do Pai. Jesus, portanto, o resumo é a expressão máxima da “invenção” do Pai. A “bondade”, como obra do Pai está no singular, precedida do adjetivo totíusque pode ser traduzido tanto como “grande da mesma forma” como na sua totalidade. Também aqui encontramos a referência (singular) a Jesus Cristo, manifestação da bondade do Pai, na sua inteireza, “grande da mesma forma” que as suas misericórdias.

O termo ἕλεος, na versão grega dos LXX do Antigo Testamento, é a tradução hebraica do termo héséd (היסד), que também se traduz por outra palavra hebraica, raharim ( רחמים), que traduzimos, habitualmente, por misericórdia, mas que significa literalmente “entranha”, e é a forma plural do substantivo réhèm (רחם), que sifnifica útero. Portanto a misericórdia é a ternura de uma mãe para com o filho (Is 49,15), o amor de um pai para com os filhos (Sl 102,13), um intenso amor fraterno (Gn 43,30). A misericórdia é como o próprio ser de Deus. Em três ocasiões, diante de Moisés, Deus pronunciou seu nome. Na primeira vez ele disse: “Eu sou o que eu sou” (Ex3,14). Na segunda: “pronunciarei diante de ti o nome de Javé: Dou a minha misericórdia a quem eu dou a minha misericórdia, e uso de compaixão com quem eu uso de compaixão” (Ex33,19; cf. Rm 9,15). Num processo de comutação percebemos que o ritmo das duas frases é o mesmo, de tal modo que “compaixão” e “misericórdia” substituem “ser”. Para Deus, “ser quem é” significa ter compaixão e misericórdia.

 

Anamnese: qui peccatórum remédia in ieiúniis, oratiónibus et eleemósynis demonstrásti

 

A Coleta se reporta aos ensinamentos de Jesus sobre a maneiro correta da vivencia das práticas ascéticas do jejum, da oração e da esmola, de Mt 6,1-18: “Quando deres esmola.... Quando orardes.... Quando jejuares...”. Aqui o Pai é apresentado como o “médico” da Igreja. A Quaresma é o tempo sacramental em que Deus sanifica a sua Igreja. Ele o faz por meio da sinergia entre sua graça restauradora e nossa resposta no modo de jejuar, orar e dar esmolas. Com o jejum corporal, o divino Médico refreia as nossas paixões, eleva o nosso espírito, desarma as ciladas da antiga serpente, ensina-nos a vencer o fermento da maldade (cf. Prefácio do I Dom.) e nos dá forças para chegarmos purificados às celebrações dos Mistérios que nos deram nova vida. A oração nos coloca em contato com Deus, identificando-nos sempre mais e mais com ele e a esmola nos recorda a dimensão horizontal da nossa conversão. A Quaresma é o tempo da cura, substantivo latino que quer dizer, antes de tudo, solicitudeatenção e cuidado: solicitude pessoal (jejum), para com Deus (oração) e para com o próximo (esmola). É nisso que consiste mística terapia de cura para nós na Quaresma, que, no dizer de Santo Agostinho, somos pacientes prostrados que esperam tudo do médico que temos de pé diante de nós[10].

Nesse terceiro domingo da Quaresma, a oração, o jejum e a esmola, recolhidas na Coleta, são os pilares ascéticos da Quaresma à luz da pregação de Jesus. A palavra “esmola”, completamente ausente no “Missal dito de Pio V”, aparece essa única vez no “Missal de Paulo VI”. Entre os ecos bíblicos que podemos captar ao ouvir a Coleta desse domingo, destacam-se aqueles que têm como protagonistas os anjos. A primeira são as palavras do arcanjo Rafael após revelar sua identidade a Tobias (Tb 12,8-9), e a segunda quando um Anjo assegura ao centurião Cornélio que suas orações e esmolas foram aceitas por Deus (At 10,4).

 

Boa coisa é a oração acompanhada de jejum e a esmola é preferível aos tesouros de ouro escondidos, porque a esmola livra da morte: ela apaga os pecados e faz encontrar a misericórdia e a vida eterna (Tb 12,8-9).

 

Cornélio fixou nele os olhos e, possuído de temor, perguntou: “Que há, Senhor?”. O anjo replicou: “As tuas orações e as tuas esmolas subiram à presença de Deus como uma oferta de lembrança (At 10,4).

 

Na mesma linha, se encontra Santo Agostinho, quando num dos seus comentários aos salmos, escreve: “A justiça do homem nesta vida consiste em jejum, esmola e oração. Queres que tua oração voe para Deus? Dá-lhe duas asas: o jejum e a esmola”[11].  Aprender a viver autenticamente essas três dimensões é uma verdadeira ação de graças a Deus (Eucaristia – Doxologia).

 

Epiclese

 

         A Coleta desse domingo tem pedido muito profundo: hanc humilitátis nostræ confessiónem propítius intuére (acolhei benigno [propício] esta confissão da nossa humildade). No verbo intueo, que pode ser traduzido de diversas formas, tais como: “observar escrupulosamente, estar voltado para examinar, ponderar, considerar, prestar bem atenção e a cuidar de”, o que se pede ao Senhor é uma atenção redobrada, mas uma atenção cheia de benignidade (propítius: misericórdia e bondade), quase recordando a Deus que ele não deveria renegar as virtudes por ele mesmo geradas. 

Essa postura da Igreja em oração se justifica por causa do objeto direto, que espera de ser visto com benevolência: confessionem humilitatis nostrae (a confissão da nossa humildade). Aqui ecoa as palavras do salmista. A “confissão” aqui tem uma dupla valência: confessar/reconhecer “o nosso real estado”, é também, ao mesmo tempo confessar/reconhecer as virtudes fruto das Suas entranhas[12]

“O nosso real estado” é apresentado pelo genitivo humilitatis nostraeHumilitas quer dizer, antes de tudo, humildade de nascimento ou condição (Eu nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado – Sl 50,7), depois fraqueza, desânimo, abjeção e humilhação (cf todo o salmo 50). A Igreja diz como o salmista “Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto” (Sl 37,10). 

Do tesouro eucológico da liturgia parece ressoar uma das secretas do ofertório da Missa: 

 

In spíritu humilitátis et in ánimo contrito suscipiámur a te, Dómine; et sic fiat sacrifícium nostrum in conspéctu tuo hódie, ut pláceat tibi, Dómine Deus.

“De espírito humilhado e coração contrito sejamos recebidos por vós, Senhor, para que este sacrifício feito hoje na vossa presença seja de tal modo que vos agrade, Senhor nosso Deus” 

 

            A justificativa do pedido aparece como um segundo pedido: ut, qui inclinámur consciéntia nostra, tua semper misericórdia sublevémur. Aqui se reconhece, inevitavelmente, a parábola do fariseu e do publicano (cf. Lc 18,9-14), especialmente na sua última parte: “O publicano, mantendo-se à distância, nem ousava olhar para o céu, mas golpeando o peito, dizia: ‘Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador’ (v. 13).

inclinámur é a voz passiva de inclino, que podemos traduzir por dobrados, deixados por terra [de humus], subjugado; ou seja, sublevémur é a voz passiva de sublevo, que se traduz como elevar, levantar, ficar de pé; de modo figurado pode ser traduzido por apoiar, aliviar, mitigar, dissipar, remediar, ajudar, favorecer, confortar, consolar e sustentar. Infelizmente a nossa tradução oficial em uso utiliza o verbo no sentido “figurado” e não real: confortar. Numa leitura atenta percebemos a intenção dos compiladores ao mudar o verbo erigo pelo verbo sublevo. As “nossas consciências” e “a misericórdia de Deus” se situam entre dois verbos antitéticos da oração: inclino sublevo. O primeiro é um verbo de descida, rebaixamento, enquanto o segundo é um verbo de ascensão, soerguimento.

Aqueles de nós curvados, inclinados, pelo peso da nossa condição de humilhação, que a nossa consciência faz questão reconhece e nos recordar, pedem para serem restaurados a uma posição ereta, como ereta é a postura do ressuscitado (em) Cristo, por meio da ajuda constante (semper) da misericórdia de Deus. Levanta-se do estado de prostração por terra, apoiando-se no terreno da misericórdia divina. Este foi o refinamento que os revisores submeteram o texto do GeV: ao substituir erigamur por sublevemur, aperfeiçoaram a antítese que os prefixos in subagora denotam melhor: in-clinare para baixo e sub-levare para cima.

 

Os quatro fundamentos

 

A Coleta é profundamente cristológica (fundamento Cristológico). Nela, embora o Cristo não seja nenhuma vez nomeado, ele está todo re-velado (velado duas vezes) nos termos misericórdia e bondade. Ele é a divina misericórdia e a máxima expressão do amor de Deus para conosco (cf. Jo 3,16; 13,1); Pois por ele “quando éramos ainda inimigos, fomos recon­ciliados com Deus pela sua morte, com muito mais razão, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida” (Rm 5,10)

Na Coleta, o Pai é o centro de todas as atenções. Ele é apresentado como criador, autor, médico e soerguedor dos que estão subjugados pelo peso da própria condição. Ele é o misericordioso, o bondoso (fundamento teândrico). De fato, ele

 

Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos castiga em proporção de nossas faltas, porque tanto os céus distam da terra quanto sua misericórdia é grande para os que o temem; tanto o oriente dista do ocidente quanto ele afasta de nós nossos pecados. Como um pai tem piedade de seus filhos, assim o Senhor tem compaixão dos que o temem, porque ele sabe de que é que somos feitos, e não se esquece de que somos pó (Sl 102,10-14) 

 

O fundamento eclesiológico reside no fato de que toda a Igreja se reconhece nessa prece, visto que “com efeito, todos pecaram e todos estão privados da glória de Deus, e são justificados gratuitamente por sua graça; tal é a obra da redenção, realizada em Jesus Cristo” (Rm 3,23-24). O fundamento simbólico está no jogo dos movimentos de baixar e elevar.

 

Alimento para um caminho quaresmal

 

A misericórdia de Deus é a pedra angular sobre a qual repousa o texto, e consequentemente a nossa oração, a oração da Igreja. O caminho quaresimal nos aponta que só Deus é bom e nesta “bondade” devemos ver hoje, sobretudo, Jesus, que se aproximou da samaritana e, com cheio de misericórdia para com ela, quis ter sede da sua fé para acender nela o fogo do seu amor divino. Doutra parte, a Coleta desse domingo recorda que o jejum, a oração e a esmola são caminhos pedagógicos, não têm fim em si mesmas. O alvo é a sua prática, tendo os olhos sempre voltados para o misericordioso Deus.

 

 

Dom Jerônimo Pereira, osb

Monge Beneditino, Mosteiro de São Bento de Olinda

Presidente da ASLI

 

 

 

 

 

 

 

 

Para aprofundar

 

F. M. ArocenaLas colectas del Misal romano. Domingos y solemnidades del Señor. Roma: CLV-Ed. Liturgiche, 2021.

C. UrtasunLas oraciones del misal. Escuela de espiritualidad de la Iglesia; Barcelona: Centre de Pastoral Litúrgica, 1995.

 



[1] Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Oecumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum Ioannis Pauli PP. II cura recogitum, editio typica tertia emendata. Città del Vaticano: Typis Polyglottis Vaticanis 2008.

[2] Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Oecumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum Ioannis Pauli PP. II cura recogitum, editio typica altera. Città del Vaticano: Typis Polyglottis Vaticanis 1975.

[3] Missale Romanum ex decreto Sacrosancti Oecumenici Concilii Vaticani II instauratum auctoritate Pauli PP. VI promulgatum Ioannis Pauli PP. II cura recogitum, editio typica. Città del Vaticano: Typis Polyglottis Vaticanis 1970.

[4] Corpus Orationum, ed., Bertrand Coppieters ‘t Wallant (CCL 160-). Turnhout: Brepols 1992.

[5] Liber Sacramentorum Gellonensis: textus, ed. A. Dumas (CCL 159) Brepols, Turnhout 1981.

[6] Liber Sacramentorum Engolismensis: Manuscrit B.N, Lat 816, le Sacramentaire gélasien d’Angoulême, ed. Patrik Saint-Roch (CCL 159C). Turnhout: Brepols 1987.

[7] Das fränkische Sacramentarium Gelasianum in alamannsicher Überlieferung (Codex Sangall. No. 348, ed. Cunibert Mohlberg. Münster Westfalen: Aschendorff 1938.

[8] MR3 p. 227: Hac dominica celebratur primum scrutinium præparatorium ad baptismum pro catechumenis, qui in Vigilia paschali ad sacramenta initiationis christianæ admittentur, adhibitis orationibus et intercessionibus propriis,

[9] MR3, p. 973: A Coleta para celebração do primeiro escrutínio nesse domingo, também procede do GeV 193 e tem o mesmo percurso que a Coleta aqui estudada. Cf. Corpus Orationum, n. 970, ed., Bertrand Coppieters ‘t Wallant (CCL 160) Brepols, Turnhout 1992, 54

[10] Cf. Santo Agostinho, Comentário aos Salmos (Enarrationes in Psalmos 51-100) 70,4,2, Paulus, São Paulo 1997, 278.

[11] Santo Agostinho, Comentário aos Salmos (Enarrationes in Psalmos 1-50) 42,8, Paulus, São Paulo 1997, 422.

[12] Cf. C. GiraudoConfessar os pecados e confessar o Senhor, Loyola, São Paulo 2015.

 
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